Alexandre Marcussi

AlexandreMarcussi

NOME: Alexandre Almeida Marcussi
IDADE: 30
CIDADE E ESTADO EM QUE VIVE: São Paulo (SP)
FORMAÇÃO: Doutorado (incompleto) em História Social
ATUAÇÃO NA CERVEJA: Blogueiro
BLOG/SITE: O Cru e o Maltado (http://ocrueomaltado.blogspot.com.br/)
TWITTER: http://twitter.com/ale_marcussi
FACEBOOK: https://www.facebook.com/pages/O-Cru-e-o-Maltado/1396514363955541?ref=hl
INSTAGRAM: Não possui.

***

1) Melhor Ale produzida no Brasil:
Destaco aquele que, do meu ponto de vista, talvez tenha sido o melhor lançamento do ano: Bodebrown Double Perigosa Wood-Aged Series 2014 Cabernet Sauvignon. Maturação em madeira encarada com seriedade e uma proposta ousada de cerveja para guarda.

1a) Melhor IPA produzida no Brasil:
Serra de Três Pontas Cafuza Imperial Black Ale. Equilíbrio perfeito entre torrefação e lúpulo. O preço não é dos melhores, mas a qualidade impressiona.

1b) Melhor Weissbier produzida no Brasil:
Fico com a velha e boa Eisenbahn Weizenbock. O Brasil produzia ótimas cervejas de trigo e podia dar um grande salto nesse tipo de cerveja, mas preferiu trocar os estilos alemães pelos norte-americanos.

2) Melhor Lager produzida no Brasil:
Vou destacar também um lançamento do ano: Bamberg Franconian Rhapsody. Poucas cervejarias brasileiras levam as Lagers tão a sério quanto a Bamberg. Essa sazonal trouxe uma inusitada e divertida mistura de estilos em boa harmonia.

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil:
Rodenbach Grand Cru. Agora que temos a long neck no mercado brasileiro por um preço mais acessível, então, desbancou a concorrência.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil:
Brooklyn Lager. Já clássica, dispensa apresentações e continua com boa relação custo-benefício. Implora por um hambúrguer suculento.

5) Qual estilo de cerveja você mais bebeu no ano?
Sour ales, em geral, e IPAs. Sour ales porque têm sido minha paixão nos últimos dois ou três anos, e IPAs porque o mercado nacional tem vivido uma avalanche de lançamentos nesse estilo. Então, quem quer que acompanhe minimamente as novidades do mercado provavelmente tomou muita IPA entre 2013 e 2014.

6) Qual cerveja tem a melhor relação custo x qualidade no mercado brasileiro?
Eisenbahn Weizenbock. Ótima qualidade e preço imbatível. Difícil superar.

7) Melhor chope (nacional ou estrangeiro) à venda no Brasil
Cantillon Gueuze. Não sou de consumir muito chope, pois prefiro beber em casa, mas ter uma Lambic dessa magnitude nas torneiras nacionais é motivo de orgulho.

8) Melhor bar/brewpub cervejeiro nacional
Cervejaria Nacional. Sempre com novidades nas torneiras e preços mais ou menos acessíveis (sobretudo no happy hour).

8a) Em que local você tomou o chope mais bem tirado em 2014?
A qualidade dos chopes que tomei deixou a desejar em 2014. Acho que ainda há muito a evoluir nesse quesito aqui em São Paulo. Mas destaco os chopes tomados no Tasting Room da Wäls, em Belo Horizonte. Fica evidente como o transporte e o acondicionamento inadequados realmente prejudicam uma cerveja quando você bebe o chope direto na fonte.

9) Melhor cerveja caseira
Não tenho muito contato com homebrewers, mas preciso destacar uma cerveja caseira em especial que tomei este ano: uma Fruit Lambic com amoras produzida pelo Bruno Pulier e pelo pessoal da cervejaria Obra-Prima, em Belo Horizonte. Redondaça, provando que é possível produzir pseudo-Lambics excelentes na panela.

10) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil
Goose Island Bourbon County Stout. Mas acho que, de forma geral, estamos muito bem servidos no mercado de importadas. É difícil pensar num estilo que não esteja bem representado no Brasil hoje.

11) Melhor blog ou site cervejeiro
Preciso destacar o portal do Brejas, pelo espaço democrático e aberto de troca de informações para quem não é profissional da área. Na blogosfera, fico com o trabalho do Márcio Beck à frente do blog Dois Dedos de Colarinho.

12) Melhor design de rótulo de cerveja, nacional, importada ou caseira
Difícil essa. Gosto dos rótulos da Colorado, mas sou apaixonado especificamente pelo rótulo da Wäls Saison de Caipira, que consegue condensar toda a identidade da cerveja com uma invejável economia formal.

13) Qual sua combinação favorita de cerveja e comida?
A cerveja que estiver à mão com o prato que você tem para comer. Já fui mais fissurado por essa coisa da harmonização, mas acho que às vezes tentar harmonizar mais atrapalha a experiência do que ajuda. Mas não dispenso uma Orval com queijo de cabra.

14) Melhor evento cervejeiro nacional
Não frequento eventos cervejeiros.

15) Qual foi a maior novidade cervejeira de 2014 (receita, cervejaria ou técnica)?
A chegada em quantidade das Sour Ales ao mercado nacional e, principalmente, a sinalização das cervejarias nacionais de que começarão a produzir Sours.

16) Melhor fato cervejeiro
A mudança no regime de tributação do setor cervejeiro. Sei que vai haver aumento de impostos para boa parte dos produtores, mas isso já era esperado no cenário de recessão que estamos vivendo. De qualquer maneira, a nova sistemática iguala as condições para todas as microcervejarias e torna o sistema mais racional, além de conceder benefícios (mesmo que discretos) para as artesanais diante das macros.

17) Pior fato cervejeiro
A reiteração da cultura do machismo na cena cervejeira nacional. É uma vergonha e faz com que nosso mercado ainda pareça muito imaturo, se comparado ao de vinhos, por exemplo.

18) Previsão cervejeira para 2015
Não tenho previsões muito otimistas. Acho que, nos próximos dois anos, o mercado deve começar a diminuir o ritmo de crescimento e há possibilidade real de que muita gente precise fechar as portas.

19) Para você, o que é cerveja artesanal?
Não gosto de usar o termo. Prefiro chamar tudo de “cerveja”, simplesmente.

20) Quem foi a pessoa que mais trabalhou pela cerveja brasileira em 2014?
Não me acho em posição de responder a essa pergunta.

21) Que experiência própria, profissional ou pessoal, você acha que poderia ser aplicada à cerveja artesanal?
Gostaria que todos os profissionais envolvidos com gestão sensorial, comunicação e serviço da cerveja no Brasil fossem tão rigorosos e estudassem tanto quanto meus colegas de profissão (historiadores) são incentivados a fazer na carreira acadêmica. Acho que alguns formadores de opinião ainda têm pouco rigor e profundidade em algumas de suas declarações.

22) É possível se sustentar trabalhando apenas com cerveja no Brasil?
Não tenho como responder a essa pergunta, pois a cerveja não é uma carreira profissional para mim. Mas vemos um grande número de pessoas que se lançaram de cabeça nisso nos últimos anos e parecem ter bons resultados.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s