Vinicius Costa

ViniciusCosta

NOME: Vinicius Costa
IDADE: 33
CIDADE E ESTADO EM QUE VIVE: Rio de Janeiro (RJ)
FORMAÇÃO: Ciência da Computação / Pós-graduação em Marketing/Design
ATUAÇÃO NA CERVEJA: Sócio-fundador do Cerveja Social Clube
BLOG/SITE: http://www.cervejasocialclube.com.br
TWITTER: http://twitter.com/viniciuscosta
FACEBOOK: http://www.facebook.com/viniciuscosta
INSTAGRAM: http://instagram.com/viniciuscosta

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1) Melhor Ale produzida no Brasil
Não votou.

1a) Melhor IPA produzida no Brasil
Green Cow, uma das poucas IPAs que não apresenta variação de sabor/aroma a cada lote, além de possuir o fino equilíbrio entre malte e lúpulo. Torço para que se um dia as cervejarias artesanais brasileiras passem a conseguir trabalhar com latas, esse seja o primeiro rótulo a ganhar o mercado.

1b) Melhor Weissbier produzida no Brasil
Fraga Weiss. Se cerveja boa é aquela que podemos ver a fumaça saindo da chaminé da fábrica, então a Fraga Weiss é a cerveja que todos no Rio de Janeiro deveriam beber.

2) Melhor Lager produzida no Brasil
DUM Karel IV, uma grata surpresa que o pessoal da DUM preparou. Depois de surpreender todo mundo com a Jan Kubis, eles resolveram dar um passo além aumentando a potência de sua American Pale Lager.

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil
De Dochter van de Korenaar Finesse, uma Tripel extremamente aromática e saborosa, com uma espuma incrivelmente duradoura e densa. Me surpreendeu muito positivamente, se destacando entre as outras cervejas de mesmo estilo já presentes no mercado nacional.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil
Brewdog Fake Lager, e foi difícil lembrar dela. Impressionante como chegam poucas Lagers aqui.

5) Qual estilo de cerveja você mais bebeu no ano?
India Pale Ale. Apesar dos EUA já estarem surfando nas Sours, o Brasil ainda vive a fase das IPAs e ainda existem muitas IPAs pra aparecer em 2015.

6) Qual cerveja tem a melhor relação custo x qualidade no mercado brasileiro?
Morada Etílica Double Vienna.

7) Melhor chope (nacional ou estrangeiro) à venda no Brasil
Naughty Grog da estreante Weird Barrel, que já chegou mostrando que vai conquistar rapidamente seu espaço no mercado artesanal brasileiro. A torcida é para que eles comecem a engarrafar o mais rápido possível também!

8) Melhor bar/brewpub cervejeiro nacional
Vila Dionísio, em Ribeirão Preto. Atendimento, ambiente, boa música, excelente carta de cervejas a preços bem honestos, chopes excelentes e extremo cuidado com a comida, que é deliciosa.

8a) Em que local você tomou o chope mais bem tirado em 2014?
Delirium Café RJ, além de ter um ótimo serviço de chope, quem está tirando o chope também sabe explicar sobre a sua escolha, diferenciar os estilos e ainda te oferece sugestões baseadas no copo que você acabou de terminar.

9) Melhor cerveja caseira
Ainda sem nome, a Imperial Stout do Rafael Fernandes, cervejeiro caseiro do Rio de Janeiro. O Rafael sempre faz ótimas cervejas, mas nessa Imperial Stout ele se superou.

10) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil
Avery Brewing Maharaja, degustada no pré-IPA Day, na Invicta. Impressionante como essas cervejas que viajam nas malas de amigos às vezes chegam aqui mais frescas que as importadas oficialmente.

11) Melhor blog ou site cervejeiro
Goronah. Layout e informação são imprescindíveis para se transmitir alguma mensagem, e nisso o Goronah tem feito com muitos acertos!

12) Melhor design de rótulo de cerveja, nacional, importada ou caseira
Morada Double Vienna.

13) Qual sua combinação favorita de cerveja e comida?
Hamburguer e IPAs, sou um cara simples.

14) Melhor evento cervejeiro nacional
Dos eventos que fui esse ano, o IPA Day foi o que mais me surpreendeu, tanto pelo fato de juntar tantos fãs de um único estilo quanto por ter recebido mais de 600 pessoas de outras cidades. O evento foi muito bem organizado, com bastante água e cerveja para todos. Isso sem contar que Ribeirão é uma cidade que merece ser melhor explorada por conta de seus bares e cervejarias.

15) Qual foi a maior novidade cervejeira de 2014 (receita, cervejaria ou técnica)?
Acredito que tenha sido o lançamento do projeto Social Beers, aumentando ainda mais o intercâmbio dos cervejeiros gringos com os nossos e trazendo o conceito de crowdfunding para esse mercado. Aqui no Brasil o crowdfunding ainda engatinha e se restringe ao nicho de publicitários/marqueteiros (que passam o dia inteiro catando novidades na internet). O projeto deu luz a várias cervejas excelentes, como a Sexta-Feira e a Nieuw-West, além de focar bastante nas recompensas aos apoiadores, com produtos de qualidade.

16) Melhor fato cervejeiro
O surgimento de várias cervejarias (ciganas ou não) no mercado nacional. Se em 2013 era preciso convencer os clientes de que o Brasil também produzia ótimas cervejas, hoje muitos só consomem cervejas nacionais, mesmo que custem mais caro que as importadas. Acredito que ainda existe muita empolgação no mercado, muita gente que quer “entrar na brincadeira” porque ouve relatos de fortunas, mas por sorte o próprio mercado começa a selecionar o que é bom e o que é apenas moda.

17) Pior fato cervejeiro
Existem vários problemas no mercado cervejeiro artesanal, principalmente por ser um mercado recente e que é rodeado por egos. Acho que o mercado precisa de mais união e menos panelas, pode parecer um pouco confuso mas acredito que o mercado ainda é muito fechado em diversas frentes.

18) Previsão cervejeira para 2015
2014 foi um ano bem esquisito em relação às cervejas, se em 2013 havia um certo frenesi no ar dizendo que 2014 seria “o” ano; vimos que houve sim um crescimento, mas bem menos empolgante do que muitos esperavam. Acredito que 2015 será um ano de maior amadurecimento do mercado, com mais variedade de estilos chegando à mesa do consumidor e menos papo de “essa é a MAIS forte” ou “MAIS amarga” ou ˜MAIS alcoólica”.  Acredito em um 2015 mais equilibrado.

19) Para você, o que é cerveja artesanal?
Pra mim é mais o conceito do que o produto. Se o objetivo for apresentar determinada experiência ao consumidor, se o produto demandar maior atenção, cuidado… Craft, Crafty, Especial, Artesanal, Comercial, no fundo é tudo cerveja, o consumidor está adquirindo um produto pela experiência, pela história ou até mesmo pelo sabor, só os mais radicais recusam uma cerveja quando sabem que quem a produz é “uma das grandes”, e esses radicais não sustentam o mercado. É preciso muito cuidado ao criar nomes para se distinguir as cervejas das outras cervejas produzidas pela AMBEV e similares, muito requinte pode afastar o consumidor e gera piadas como a “gourmetização”, que enfraquecem o setor.

20) Quem foi a pessoa que mais trabalhou pela cerveja brasileira em 2014?
Difícil apontar uma única pessoa assim… Acredito que muitos mereçam destaque em suas áreas de atuação, sejam líderes de associações, cervejeiros, importadores, comerciantes. Mas acredito que a comitiva que foi a Brasília mostrar que o setor cervejeiro brasileiro precisa de mais atenção merece um destaque.

21) Que experiência própria, profissional ou pessoal, você acha que poderia ser aplicada à cerveja artesanal?
Acredito que o mercado precisa ter uma visão mais global. O Facebook (e a Internet no geral) não pode ser utilizado apenas para informar que determinada cerveja foi lançada em São Paulo. As redes sociais estão aí para aumentar a interação, e isso não é só responder algum Twitt ou Inbox, é investir em novas ideias que façam com que o consumidor converse com a marca. Exemplo é o que não falta, temos até uma Prefeitura (de Curitiba) mostrando que com bom humor e interação é possível fazer com que as pessoas gostem de um setor do governo! E acho que é preciso fazer lançamentos em outras cidades; a cerveja precisa chegar onde o consumidor está. Tudo bem que é inegável que SP é o grande mercado consumidor atual, mas é preciso expandir e isso vale para todo mundo, produtores e importadores. Existe um país sedento fora do eixo RJ-SP-BH.

22) É possível se sustentar trabalhando apenas com cerveja no Brasil?
Acredito que sim, funciona como em qualquer área, se você faz o trabalho com paixão, com vontade, a recompensa acaba vindo. Temos vários exemplos de profissionais que hoje vivem somente de consultorias, treinamento de brigada, palestras e degustações, mas não é fácil. É preciso muita dedicação e horas incontáveis de estudo. E tudo depende também do conceito de sustento de cada um, certo? Ao optar por uma carreira de um mercado novo, é preciso estar ciente de que alguns sacrifícios serão feitos.

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