Henrique de Oliveira

HenriquedeOliveira

NOME: Henrique Cesar Pires de Oliveira
IDADE: 39
CIDADE E ESTADO EM QUE VIVE: Belo Horizonte (MG)
FORMAÇÃO: Gestor de Riscos Corporativos
ATUAÇÃO NA CERVEJA: Escritor cervejeiro, sommelier de cerveja e proprietário da Marca Ave César
BLOG/SITE: http://www.cervejaavecesar.blogspot.com.br
TWITTER: http://twitter.com/cervejaavecesar
FACEBOOK: https://www.facebook.com/henrique.oliveira.37017#
INSTAGRAM: não possui

***

1) Melhor Ale produzida no Brasil
Não votou.

1a) Melhor IPA produzida no Brasil
Gostei muito da cerveja Olivia IPAlito produzida em Ribeirão Preto. Fácil e gostosa de beber, muito equilibrada, na medida certa para quem quer tomar mais de uma garrafa.

1b) Melhor Weissbier produzida no Brasil
Lund Weizen, da Cervejaria Lund.

2) Melhor Lager produzida no Brasil
Barão de Eschewege, uma Dormund Export da Cervejaria Uaimií de Itabirito.

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil
Harviestoun Ola Dubh, maturada em barris de uísque safra 1991.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil
Samuel Adams Boston Lager.

5) Qual estilo de cerveja você mais bebeu no ano?
Weiss. Estamos em testes com a Weizen Ave Cesar Trier, um presente do meu amigo Evandro Zanini em comemoração aos meus 40 anos. As expectativas dessa experiência são as melhores!

6) Qual cerveja tem a melhor relação custo x qualidade no mercado brasileiro?
Pergunta difícil. Está cada vez mais complicando prestigiar os amigos que vendem garrafas de 600 ml a R$ 25, R$ 30, R$ 40 em diante, mesmo que essas mereçam. Tem que haver um equilíbrio entre a oferta de mercado e o seu consumidor. Uma hora a fonte de recursos de um dos lados pode secar. E a ressaca vai ser dolorida…

7) Melhor chope (nacional ou estrangeiro) à venda no Brasil
Wäls Niobium, da Cervejaria Wäls.

8) Melhor bar/brewpub cervejeiro nacional
Parque cervejeiro da Backer. É in-de-cen-te!  Todo cervejeiro que se preze tem que ir lá e prestigiar.

8a) Em que local você tomou o chope mais bem tirado em 2014?
Krug Bier. Há válvulas tipo “cafeteiras” somente para tirar os cremes, de cada chope.

9) Melhor cerveja caseira
Frosty Bison, uma American IPA feita por Fabert Araújo, da AcervA Mineira, que ganhou o Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn.

10) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil
Mantenho ainda a minha opinião do ano passado. No restaurante Saslik em Helsinki, Finlândia, me lembro de ter tomado uma cerveja em homenagem ao Czar, a Kalinkin de 1795, fabricada em São Petersburgo. Não me lembro de ter visto essa cerveja aqui no País.

11) Melhor blog ou site cervejeiro
O blog Bebendo Bem é realmente uma evolução para o noticiário do segmento no Brasil.

12) Melhor design de rótulo de cerveja, nacional, importada ou caseira
Adorei os novos rótulos da cervejaria Fürst Bier, da cidade de Formiga (MG). Ficou show!

13) Qual sua combinação favorita de cerveja e comida?
Carnes e cerveja. Um clássico.

14) Melhor evento cervejeiro nacional
Não fui ou participei de eventos esse ano, devido às viagens constantes a trabalho.

15) Qual foi a maior novidade cervejeira de 2014 (receita, cervejaria ou técnica)?
Do mercado cervejeiro mineiro. Há uma verdadeira disseminação no interior de Minas Gerais. A cervejaria Uaimií (Itabirito); a Ouropretana (Ouro Preto); a Tiradentes (Tiradentes); a Fürst Bier (Formiga), a Koala San (Nova Lima). Ocorreram ainda diversas ampliações em empreendimentos existentes, pubs, roteiros cervejeiros etc. Há também a nova edição do livro Brasil Beer, revista e ampliada. Estamos aprimorando e ficando cada vez melhores.

16) Melhor fato cervejeiro
A pulverização de eventos e de marcas surgindo ofertas e diferenciação para o consumidor.

17) Pior fato cervejeiro
A tributação continua sendo o pior vilão. Todavia não prestava muita atenção, mas há alguns novatos no setor que já se julgam “pós-graduados” em cerveja e criam cursos incompletos, falam demais, julgam cervejas e cervejeiros no momento errado, com opiniões fora de propósito. Uma verdadeira chatice! Humildade é importante nessas horas.

18) Previsão cervejeira para 2015
Um mercado semelhante ao de 2014. Acredito numa leve redução de impostos como incentivo fiscal ao micro produtor e o calor surtindo oportunidade de boas vendas. Todavia, o custo Brasil, atrelado à variação cambial e à inflação são riscos que devem compor os desvios dos objetivos estratégicos de uma empresa cervejeira.  Saliento às cervejarias o melhor uso da água como meta de redução de custos.

19) Para você, o que é cerveja artesanal?
Gosto do seguinte conceito: trata-se de pequena indústria cervejeira feita com o olhar e presença holística do dono do negócio, em baixa escala (se comparada com o mercado standard), com abrangência regional e não nacional e o uso massivo de ingredientes nobres. Isso é artesanal.

20) Quem foi a pessoa que mais trabalhou pela cerveja brasileira em 2014?
Quem mais trabalhou foram os apaixonados pela cerveja. Tudo mundo deu de si um pouco. Exemplificando, a Wäls ganhou prêmio internacional e muitas outras também, novas cervejarias surgiram, novas publicações foram executadas, melhorias em blogs foram feitas, uma maior pulverização de eventos cervejeiros foi apresentada. O consumidor esteve lá, prestigiando sempre! Tomando as boas cervejas e divulgando com fé para os amigos e familiares. Esse trabalho gera bons frutos e entusiasmo de seguir em frente.

21) Que experiência própria, profissional ou pessoal, você acha que poderia ser aplicada à cerveja artesanal?
É fundamental um orçamento anual dos negócios. Mensurar e identificar os rumos da empresa durante o ano para prever gastos, capital de giro, novos investimentos, é fundamental. Vejo muitos cervejeiros investindo com a cara e a coragem, todavia sem planejamento orçamentário ou financeiro e um erro administrativo pode ser fatal aos negócios.

22) É possível se sustentar trabalhando apenas com cerveja no Brasil?
Não se trata de um negócio “rentÁÁÁvel”, como tomo mundo acredita. Tem que gostar do segmento e do que faz. O fator mais comum em cervejaria é que não se trata do primeiro emprego ou trabalho do proprietário, que juntou um capital considerável para dar start-up na empresa. E acredito muito na dificuldade da manutenção dos negócios nos seus primeiros 5 anos. É possível sim sobreviver com venda de cerveja. O negócio rende para poucos sócios (não dá para ter muitos) e o retorno é demorado e requer constantes reinvestimentos em sua estrutura como um todo.

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