Eduardo Filho

EduardoFilho

NOME: Eduardo Castro Filho
IDADE: 38
CIDADE E ESTADO EM QUE VIVE: São Paulo (SP)
FORMAÇÃO: Marketing e TI
ATUAÇÃO NA CERVEJA: Fundador e diretor executivo da TV Cerveja
BLOG/SITE: http://www.tvcerveja.com
TWITTER: http://www.twitter.com/TVCerveja
FACEBOOK: http://www.facebook.com/tvcerveja
INSTAGRAM: http://www.instagram.com/TVCerveja

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1) Melhor Ale produzida no Brasil
Júpiter APA.

1a) Melhor IPA produzida no Brasil
Urbana La Sorciere.

1b) Melhor Weissbier produzida no Brasil
Bodebrown Hop Weiss.

2) Melhor Lager produzida no Brasil
Coruja Coice.

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil
Fantôme Saison.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil
Coronado Golden Pilsner.

5) Qual estilo de cerveja você mais bebeu no ano?
Talvez India Pale Ale, não uma escolha baseada apenas na preferência pessoal, mas pela quantidade de eventos e lançamentos de IPA ocorridos no nosso mercado em 2014.

6) Qual cerveja tem a melhor relação custo x qualidade no mercado brasileiro?
Backer 3 Lobos Bravo. Pelas suas características e pelo seu processo de produção, considero o seu preço bastante satisfatório para a experiência que ela proporciona.

7) Melhor chope (nacional ou estrangeiro) à venda no Brasil:
Nacional, Urbana La Sorciere. Estrangeiro, La Trappe Quadrupel.

8) Melhor bar/brewpub cervejeiro nacional
Empório Alto dos Pinheiros.

8a) Em que local você tomou o chope mais bem tirado em 2014?
ICI Brasserie.

9) Melhor cerveja caseira
Capa de Grilo (Cervejaria Nacional).

10) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil
Les Ursulines L’Ambrée, produzida em Crémieu, interior da França.

11) Melhor blog ou site cervejeiro
Beercast Brasil.

12) Melhor design de rótulo de cerveja, nacional, importada ou caseira

Votar na Morada Double Vienna ou nos demais rótulos premiados no Festival Brasileiro da Cerveja seria “chover no molhado”, pois já são consagrados e quase unânimes na sua escolha. Sendo assim, voto no conjunto da obra para a Cervejaria Urbana, pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos neste quesito. Sempre muito preocupados com a qualidade do que servem e, também, com o modo como apresentam o seu produto, de forma artística, com informações claras e objetivas, além do senso de humor impagável.

13) Qual sua combinação favorita de cerveja e comida?
Isso depende muito da ocasião ou estilo… Como gosto de cozinhar e aposto muito nessa relação entre cerveja e comida, tenho a opinião que cerveja de verdade requer comida de verdade. Um bom rosbife ou um pernil bem temperado são bons exemplos em substituição as tradicionais frituras de boteco.

14) Melhor evento cervejeiro nacional
Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (SC).

15) Qual foi a maior novidade cervejeira de 2014 (receita, cervejaria ou técnica)?
A maior participação da gastronomia dentro do segmento cervejeiro, consolidando assim o mercado de cerveja artesanal não apenas como bebida, mas como opção gastronômica.

16) Melhor fato cervejeiro
A expansão internacional das cervejarias brasileiras, a exemplo da Blondine e Wäls, que iniciaram suas fábricas nos EUA, além do intenso intercâmbio e lançamentos colaborativos entre cervejarias nacionais e estrangeiras. Na minha opinião, este movimento foi um dos fatores que mais contribuíram para a conquista de tantos prêmios recebidos pelas cervejarias brasileiras em 2014.

17) Pior fato cervejeiro
A exclusão das cervejarias artesanais do Simples Nacional, especialmente pelo argumento frágil apresentado por parte dos deputados, de que essa medida visa não incentivar o consumo de álcool.

18) Previsão cervejeira para 2015
Crescimento acentuado do mercado cervejeiro, não apenas na produção de cerveja, mas na demanda por profissionais qualificados para todos os negócios ligados direta ou indiretamente à cerveja.

19) Para você, o que é cerveja artesanal?
Há muita polêmica e desencontro de informação ao se classificar uma cerveja de artesanal ou não. Em minha opinião, artesanal é aquela cerveja onde a participação humana é decisiva desde a escolha das matérias primas, elaboração da receita, testes, erros, acertos, até se chegar ao modelo final a ser produzido. Não acho necessariamente que o fato de haver um volume maior de produção ou o uso de equipamentos industriais para tornar a produção mais eficiente possa “desclassificar” uma artesanal. Uso a comparação com a culinária caseira: um bolo caseiro não deixa de ser artesanal por usarmos uma batedeira ou um forno moderno, um suco não deixa de ser caseiro por usarmos um espremedor. O advento da tecnologia deve ser encarado como algo positivo e necessário para aumentar a escala sem perder a qualidade ou os padrões esperados. Usar a tecnologia não faz com que uma cerveja deixe de ser artesanal, mas pode e deve ser visto como um parceiro fundamental na consolidação das cervejas artesanais.

20) Quem foi a pessoa que mais trabalhou pela cerveja brasileira em 2014?
Injusto citar apenas um nome, por isso eu escolho Aloisio Xerfan, da Blondine, e a família Pedras Carneiro, da Wäls. Ambos realizaram grandes investimentos em suas fábricas locais, modernas e bem estruturadas, além de darem o importante passo de operarem também no exterior, com duas novas fábricas nos Estados Unidos. Isso não representa ganhos apenas para eles, mas reconhecimento, respeito e uma imagem consolidada da cerveja artesanal brasileira em um dos maiores mercados do Mundo. Além disso, abrem as portas das suas fábricas para cervejarias menores que ainda não dispõem de uma estrutura suficiente para aumentarem a sua escala. Esta forma de trabalho proporciona que novos talentos entrem no mercado já com capacidade de suprirem os seus pontos de venda e com margem para ampliação da produção quase que imediata.

21) Que experiência própria, profissional ou pessoal, você acha que poderia ser aplicada à cerveja artesanal?
Uma deficiência que observo no mercado de cerveja artesanal é a precariedade com que muitas cervejarias conduzem as suas áreas de comunicação, marketing e publicidade. Ainda é comum os donos/fundadores de cervejarias centralizarem em si todas ou quase todas as ações e operações, desde relação com fornecedores, produção da cerveja, até o envolvimento em atividades administrativas, contábeis, logísticas, comerciais… A comunicação muitas vezes é esquecida, negligenciada ou tem o seu papel “confundido” dentro do negócio. Acabam entendendo que comunicar se resume a compartilhar fotos das suas criações em rede social. Por isso vejo que investir em comunicação é um ponto fundamental para aqueles que querem ser conhecidos, crescerem e atingirem uma fatia maior do mercado.

22) É possível se sustentar trabalhando apenas com cerveja no Brasil?
Sim. O mercado existe. Ainda é pequeno, mas é crescente e o mercado conquistado pela cerveja artesanal não é perdido. Pelo menos não conheci ainda um bebedor convertido às artesanais que tenha abandonado o barco. A questão de sobrevivência vai muito além de ter um bom produto. É necessário profissionalização, estabelecer um bom relacionamento com os pontos de venda, treinar as equipes, não deixar que falte o seu produto nos principais locais de consumo, entender como o mercado se comporta e se você é apenas um cervejeiro talentoso incentivado pelos amigos a produzir um volume maior. Ou se é um cervejeiro talentoso com um bom plano de negócios e que tem a noção de que o seu trabalho vai muito alem das panelas.

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