João Belentani

JoaoBelentani

NOME: João Belentani
IDADE: 32
CIDADE E ESTADO EM QUE VIVE: São Paulo (SP)
FORMAÇÃO: Ciência da computação com atuação em consultoria de TI, sommelier de cerveja e mestre em estilos formado pelo ICB.
ATUAÇÃO NA CERVEJA: Fundador e cervejeiro da JOTABeer.
BLOG/SITE: http://www.jotabeer.com.br
TWITTER: http://twitter.com/cervajotabeer
FACEBOOK: https://www.facebook.com/joao.belentani e https://www.facebook.com/bebajotabeer
INSTAGRAM: http://instagram.com/cervejariajotabeer

***

1) Melhor Ale produzida no Brasil
STP Cafuza é uma cerveja que, desde sua versão caseira, era muito surpreendente. Agora na escala comercial, permanece com a mesma qualidade.

1a) Melhor IPA produzida no Brasil
Uma grande IPA lançada esse ano e que surpreendeu foi a 6 o’Clock, parceria da cervejaria Invicta com a Sixpoint.

1b) Melhor Weissbier produzida no Brasil
Brotas Beer Weissbier, premiada inclusive no Festival Brasileiro da Cerveja de Blumenau, em 2014.

2) Melhor Lager produzida no Brasil
Vienna Lager da Bierland continua sendo uma cerveja com alta qualidade.

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil
Na minha opinião a Duchesse de Bourgogne é imbatível. É um estilo que não agrada muitas pessoas, mas quem gosta não consegue ficar sem.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil
Gosto muito das Doppelbocks, e a Ayinger Celebrator é um exemplar que, apesar de sofrer um pouco com a importação, ainda chega muito boa aqui no Brasil.

5) Qual estilo de cerveja você mais bebeu no ano?
Sem duvida esse foi o ano da Sour Beer.

6) Qual cerveja tem a melhor relação custo x qualidade no mercado brasileiro?
Custo x qualidade hoje no Brasil é uma questão muito sensível, pois temos excelentes cervejas artesanais. Porém, devido à grande carga tributária, custos dos insumos e logística, acabam chegando a preços muito altos para o consumidor final. Uma boa e velha nacional que consegue manter a boa relação custo x qualidade é a Eisenbahn 5.

7) Melhor chope (nacional ou estrangeiro) à venda no Brasil
O chope da Vedett, para os dias quentes de 2014, foi providencial.

8) Melhor bar/brewpub cervejeiro nacional
Temos diversos novos bares cervejeiros iniciando suas atividades, o que é muito bom para o mercado, meu voto vai para Empório Alto dos Pinheiros em SP.

8a) Em que local você tomou o chope mais bem tirado em 2014?
Empório Alto dos Pinheiros.

9) Melhor cerveja caseira
Diversas cervejas caseiras saíram da panela em 2014 para a produção industrial, entre elas a Cafuza e a Green Dream (Bruno/STP e Luciano/Noturna), porém temos alguns ótimos exemplares ainda na panela. Por isso, meu voto vai para a Modafoka (American Barleywine) feita pelo Rudolf da Mayer Bier.

10) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil
A americana Firestone Walker. Em uma viagem neste ano, tive a oportunidade de degustá-las e seriam excelentes exemplares para termos disponíveis por aqui.

11) Melhor blog ou site cervejeiro
AllBeers, do Raphael Rodrigues.

12) Melhor design de rótulo de cerveja, nacional, importada ou caseira
Gosto muito da estrutura dos rótulos da Landel criado pelo ICB Design em função da riqueza nos detalhes e do cuidado com o conceito criado para a cervejaria.

13) Qual sua combinação favorita de cerveja e comida?
American Amber Ale com churrasco bovino. Uma harmonização por combinação do dulçor dos maltes caramelos, com a caramelização da carne.

14) Melhor evento cervejeiro nacional
Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (SC), devido a grande variedade de novas cervejarias artesanais nacionais apresentando seu trabalho.

15) Qual foi a maior novidade cervejeira de 2014 (receita, cervejaria ou técnica)?
Ouro Inédito para o Brasil na World Beer Cup, pela Wäls.

16) Melhor fato cervejeiro
Lançamento das cervejas “especiais” da Bohemia, que apesar de ser uma cerveja mainstream cativará muitos novos apreciadores para o mundo das cervejas especiais, pois será uma porta de entrada em função de sua abrangência. Hoje já temos diversos bares que só serviam chope American Lager e agora contam com as cervejas da Bohemia.

17) Pior fato cervejeiro
Baixo incentivo governamental e alta taxação.

18) Previsão cervejeira para 2015
Este é um mercado no qual ainda sou novato, mas acredito muito na evolução do setor em função da disseminação conseguida através da abertura de pontos de vendas especializados, como bares, restaurantes e food trucks, e da existência de instituições colaborando com a profissionalização do setor, como o ICB. A meu ver, 2015 tem tudo para ser um ano positivo para o setor no qual passarei a atuar profissionalmente.

19) Para você, o que é cerveja artesanal?
Artesanal, pelo nome, já remete a algo manual, cuidadosamente pensado e personalizado. Para mim, ser um cervejeiro artesanal é exatamente isso, jamais perder a originalidade e a qualidade daquela brassagem inicialmente feita em panela. Assim como um bom chef de cozinha, eu como cervejeiro artesanal quero mais é compartilhar as minhas receitas cuidadosamente desenvolvidas.

20) Quem foi a pessoa que mais trabalhou pela cerveja brasileira em 2014?
Aqui descrevo na verdade três pessoas com um objetivo de difundir muito a cultura cervejeira através do Instituto da Cerveja. A Kathia Zanatta, Alfredo Ferreira e Estácio Rodrigues fizeram um ano fantástico na divulgação da cultura cervejeira com cursos, palestras, workshop e, principalmente, muita simpatia e humildade nesse trabalho.

21) Que experiência própria, profissional ou pessoal, você acha que poderia ser aplicada à cerveja artesanal?
Acredito que uma forma bastante inovadora para disseminação da cultura cervejeira seria a formação de alianças estratégicas entre as principais cervejarias artesanais no Brasil. A união de forças na criação de campanhas sem vinculação direta à marcas e/ou rótulos poderia colaborar no aumento de consumidores, onde estas futuramente competiriam por uma fatia maior de mercado.

22) É possível se sustentar trabalhando apenas com cerveja no Brasil?
O mercado de cervejas artesanais no Brasil sofre muito com a excessiva taxação incidente. No entanto, assim como qualquer outro empreendimento, demanda alto investimento com retorno relativamente demorado. Muitos cervejeiros tem adotado, em início de profissionalização, o formato de produção cigana, onde todo processo produtivo é feito através de terceirização. Tal prática onera as margens de lucro, mas possibilita a entrada no mercado como uma segunda atividade profissional. Desta forma o cervejeiro pode ter uma segunda atividade profissional até que atinja o patamar de independência financeira apenas através da “cerveja”.

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