Carolina Cruz e Leopoldo Furtado

CarolinaCruzeLeopoldoFurtado

NOME: Carolina Cruz e Leopoldo Furtado
IDADE: 34 e 37, respectivamente.
CIDADE E ESTADO EM QUE VIVE: São Paulo (SP)
FORMAÇÃO: Tradutora e pediatra, respectivamente
ATUAÇÃO NA CERVEJA: Responsáveis pelo blog destinoscervejeiros.com e pelo Instagram @destinoscervejeiros e sócios da empresa de assessoria cervejeira Destinos Cervejeiros.
BLOG/SITE: http://www.destinoscervejeiros.com
TWITTER: http://twitter.com/destinoscerv
FACEBOOK: http://www.facebook.com/destinoscervejeiros
INSTAGRAM: http://instagram.com/destinoscervejeiros

***

1) Melhor Ale produzida no Brasil
Hop Arabica, da Morada Cia. Etílica.

1a) Melhor IPA produzida no Brasil: IPA nacional
Hop Lover, da Serra de Três Pontas.

1b) Melhor Weissbier produzida no Brasil
Está aí um estilo que as cervejarias brasileiras ainda não conseguiram dominar. Honestamente, nenhuma Weiss nacional nos agradou até hoje.

2) Melhor Lager produzida no Brasil
Viva la Revolución, da Perro Libre. Pilsner lupulada, nada melhor para o calor do Brasil.

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil
Bomb!, Prairie Artisan Ales.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil
Boston Lager, da Samuel Adams.

5) Qual estilo de cerveja você mais bebeu no ano?
IPA.

6) Qual cerveja tem a melhor relação custo x qualidade no mercado brasileiro?
Para quem está em São Paulo, Júpiter APA, sem dúvida.

7) Melhor chope (nacional ou estrangeiro) à venda no Brasil
Moralité, da Dieu du Ciel!

8) Melhor bar/brewpub cervejeiro nacional
Hop’n Roll, de Curitiba.

8a) Em que local você tomou o chope mais bem tirado em 2014?
Botto Bar, do Rio de Janeiro.

9) Melhor cerveja caseira
Noite Preta, Black IPA do Icaro Mello.

10) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil
Curieux, da Allagash Brewing Company.

11) Melhor blog ou site cervejeiro
O Instagram @breja_do_dia. Fotos bonitas e textos excelentes.

12) Melhor design de rótulo de cerveja, nacional, importada ou caseira
Os rótulos da Ballast Point. Quando as cervejas da marca chegaram ao Brasil, os rótulos eram horrorosos. Recentemente passaram por uma reformulação que pouco mexeu nas ilustrações, mas alterou significativamente o design dos rótulos, que ficaram lindos.

13) Qual sua combinação favorita de cerveja e comida?
Hambúrguer e IPA é provavelmente a mais frequente na nossa vida, mas a melhor experiência deste ano foi um crème brûlée de doce de leite e umburana harmonizado com uma American Barleywine. A princípio, imaginamos que deveríamos ter escolhido uma English Barleywine, uma vez que a característica lupulada da American Barleywine poderia prejudicar a harmonização. No entanto, enquanto a característica caramelada da cerveja casou perfeitamente com o queimadinho e o doçura da sobremesa, conforme esperado, o lúpulo acabou ressaltando a umburana, deixando tudo ainda mais incrível.

14) Melhor evento cervejeiro nacional
Mondial de la Bière. Melhorou muito em relação ao ano passado. No primeiro dia, a demora para comprar fichas foi mais longa que o aceitável. Porém, como as fichas valiam para todos os dias, o problema não se repetiu. Havia água mineral gratuita, muitas cabines no banheiro, ar condicionado forte (apesar de o calor intenso ter dificultado a percepção), boa variedade de rótulos, lançamentos interessantes e bons preços. No domingo ainda teve show da Grande Trepada, excelente banda autoral, coisa bem rara nos eventos cervejeiros nacionais.

15) Qual foi a maior novidade cervejeira de 2014 (receita, cervejaria ou técnica)?
O uso cada vez mais recorrente da cadeia fria, evitando que as cervejas passem pelo rudimentar processo de pasteurização brasileiro.

16) Melhor fato cervejeiro
O aumento do consumo de cerveja artesanal por mulheres, evidenciado, entre outras coisas, pelas estatísticas do Mondial de la Bière. Ainda que várias das maiores referências em cerveja artesanal do Brasil sejam mulheres, a participação feminina no consumo ainda era muito tímida. Neste ano, vimos crescer especialmente a participação de mulheres que questionam e se recusam a acatar as regras machistas deste mercado. O meio cervejeiro é bem machista no Brasil, mas quanto mais cresce o número de consumidoras de cerveja artesanal, mais difícil fica para o mercado ignorar nossas opiniões e nos hostilizar.

17) Pior fato cervejeiro
O mesmo dos anos anteriores: o conservadorismo do meio cervejeiro. Fala-se muito em “revolução cervejeira”, mas pouquíssimos estão dispostos a quebrar paradigmas. O pessoal quer imitar a irreverência dos americanos, mas falta noção de cidadania.

18) Previsão cervejeira para 2015
As cervejarias e os estabelecimentos que valorizam e respeitam seus consumidores ocuparão mais espaço no mercado do que as empresas que optam por agradar um único tipo de consumidor.

19) Para você, o que é cerveja artesanal?
É a cerveja produzida com o objetivo de trazer prazer sensorial, ainda que não agrade a todos. O contrário seria a cerveja produzida com o objetivo de não desagradar muita gente.

20) Quem foi a pessoa que mais trabalhou pela cerveja brasileira em 2014?
O consumidor. A cena cervejeira brasileira ainda é muito imatura e tende a tratar o consumidor como coadjuvante. Perdi as contas de quantas vezes vi estabelecimentos, cervejarias e “personalidades cervejeiras” tratando as opiniões dos consumidores como irrelevantes, inclusive com frases como “não precisamos de você” e “você não é ninguém na cena”. Por mais que o meio cervejeiro adore utilizar a expressão “cultura cervejeira” como forma de glamorizar a cerveja artesanal, não há crescimento de mercado sem aumento do consumo. E sabemos que cerveja artesanal não é algo barato no Brasil. Então, quem mais trabalha para manter o mercado de cerveja artesanal no Brasil certamente é o consumidor.

21) Que experiência própria, profissional ou pessoal, você acha que poderia ser aplicada à cerveja artesanal?
A qualidade de quase todo o material traduzido para o português é bem ruim, sejam traduções feitas de forma amadora, como a do BJCP, como as feitas por profissionais, como no caso da maioria dos livros. Boas traduções requerem tradutores profissionais e conhecimento do assunto.

22) É possível se sustentar trabalhando apenas com cerveja no Brasil?
Nós optamos por manter nossas antigas profissões, mas reduzimos bastante nossa carga horária, para podermos nos dedicar à cerveja. Existem muitas atividades diferentes associadas à cerveja artesanal. Dependendo do caminho que se escolhe, acreditamos que é possível, sim, manter-se trabalhando exclusivamente com cerveja.

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